domingo, 28 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

1 ANO SEM SANDRINHA


As “obras” da Secult em Bragança

Não é não.
As obras da Secretaria de Cultura não se resumem a isso.
Deem uma olhadinha nas fotos acima.
Foram feitas por Guilherme Thorres.
Mostram o estado em que se encontram a Escola Monsenhor Mâncio Ribeiro (as três primeiras fotos, lá do alto) e a Casa da Cultura (as duas últimas), ambas no município de Bragança, um dos maiores da região nordeste do Pará.
O prédio da escola, completamente abandonado, é alvo fácil para saques e vandalismo. Ele é patrimônio histórico e protegido pelo Decreto Municipal nº 010/2008.
O prédio pertence à Seduc. Foi construído em 1929 e abrigava uma escola de nível fundamental, mas quando foi desativado para o restauro – o que nunca aconteceu -, foi saqueado.
Já foram retirados os pisos feitos em madeira de lei (pau-amarelo), as janelas, o madeirame e até a imagem em mármore do Cristo crucificado.
A Casa da Cultura de Bragança também está em situação deplorável. O governo expressa na mensagem que encaminhou à Assembleia Legislativa agora em fevereiro, que “a recuperação da cobertura da Casa da Cultura movimentará R$ 125 mil”. Em ano eleitoral, é o caso de se aguardar.
Para restaurar a escola, a deputada Simone Morgado disponibilizou recursos de mais de R$ 1 milhão, aprovado no Orçamento Geral do Estado de 2008. Até agora, não foi liberado um tostão. No início de 2009, a Secult, a pedido da parlamentar, enviou uma equipe de engenheiros e arquitetos para dar início ao processo de restauração em caráter emergencial do Mâncio Ribeiro. Nada foi feito até agora.
É assim!
Estudei nessa Escola, na epoca era  GRUPO ESCOLAR MONSENHOR MANCIO

A arte do croche

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Museu de Arte Sacra Nsa. Sra. do Rosário se inscreve em Edital do Instituto Brasileiro de Museus


O Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário encaminhou o pleito do projeto "Modernização e Adequação do Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário" nos termos do Edital n.º 03/2009, do Instituto Brasileiro de Museu (IBRAM/Ministério da Cultura), na 1ª fase de habilitação, que consiste no envio da documentação exigida pelo IBRAM, assim como no detalhamento de todas as metas propostas e orçamentos, que requerem a construção de uma rampa de acesso ao piso superior do museu e a instalação de um elevador para portadores de necessidades especiais, garantindo assim a acessibilidade tão desejada. O projeto ainda prevê a elaboração do Plano Museológico 2010-2013, o Projeto Museográfico da instituição e a criação da Associação de Amigos do Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário.

O projeto foi elaborado por mim e terá como coordenador técnico o Prof. Aldair José Batista de Souza, também historiador que trabalha no Museu, como funcionário público municipal, sendo enviado à Brasília/DF no dia 12 de fevereiro último, após amplo e construtivo debate e aprovação por Dom Luís Ferrando (bispo diocesano), pelo Pe. Gerenaldo Messias (pároco da Catedral e diretor do Museu), pelo Sr. Benedito Lázaro Rodrigues (meu tio e curador do museu).

Colocamos nossa esperança e confiança nas mãos de Nossa Senhora do Rosário, como medianeira de todas as graças para a classificação desse projeto e obtenção dos recursos para a consecução das metas previstas. Veja algumas fotos do Museu e aproveite o seu tempo livre para visitar suas instalações e conferir de perto o seu acervo com peças e relíquias da história da Igreja em Bragança e na região. Vale a pena.
H

Ferias


CARMEN CROCHE
Upload feito originalmente por CARMEN CROCHE
FERIAS

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ter filhos em duas rodas

O senso comum sugere que cadeirantes como a Luciana da novela não poderiam ser mães. Mas elas podem. E são. Conheça suas histórias comoventes
Kátia Mello

INSPIRAÇÃO
A história vivida pela atriz global Alinne Moraes (na foto abaixo) é baseada na vida da jornalista Flávia Cintra, tetraplégica, que teve os gêmeos Mateus e Mariana, de 2 anos e 7 meses. Ambos moram com a mãe em São Paulo
  Divulgação
A tetraplégica Luciana, personagem interpretada pela atriz Alinne Moraes na novela Viver a vida, da TV Globo, vai ficar grávida. Segundo o roteiro do autor Manoel Carlos (que está sujeito a mudanças de última hora), Luciana terá ao menos um filho do médico Miguel. Existe ainda a possibilidade de que ela venha a ser mãe de gêmeos. Uma das fontes de inspiração para a personagem Luciana é a jornalista paulista Flávia Cintra, de 37 anos, tetraplégica e mãe dos gêmeos Mateus e Mariana, com 2 anos e 7 meses. Flávia, que trabalha com palestras sobre inclusão e é consultora de Alinne desde maio de 2009, ajuda a atriz a se preparar para ser uma grávida em cadeira de rodas. Ela conta que, no início, a atriz tinha as mesmas dúvidas que outras pessoas. “Mas depois ela mergulhou neste universo e absorveu as emoções e reflexões vivenciadas por uma mulher cadeirante.” Flávia conta que, quando engravidou, houve um misto de espanto e incompreensão ao redor dela. “Como assim grávida? E de gêmeos?”, costumavam perguntar. Nem passava pela cabeça das pessoas que uma mulher numa cadeira de rodas poderia ter sexualidade ativa. Muito menos que ela viesse a ter filhos. Além do tabu sobre a sexualidade dos deficientes físicos, existe o desconhecimento sobre a capacidade dessas mulheres de gerar e criar. Talvez a novela ajude a desfazer esses mitos. Talvez não. O fato é que, no Brasil, os deficientes com mobilidade reduzida são 27% do total da população dos 25 milhões de deficientes físicos, ou seja, cerca de 6 milhões de pessoas. É o equivalente a uma cidade do Rio de Janeiro de pessoas com limitações para se locomover. Mas não se sabe muito mais sobre elas.O IBGE ainda não discrimina o gênero dos deficientes e, no próximo censo, previsto para este ano, isso também não deverá acontecer. Essa população quase invisível namora, casa e tem filhos. As histórias desta reportagem são sobre mulheres “anônimas” que vivem a gravidez e a maternidade com seus medos e suas vitórias. Flávia, Tatiana, Ekaterini e Marcela simplesmente enfrentam o cotidiano, como grávidas e como mães. Flávia Cintra ficou tetraplégica aos 18 anos em um acidente de carro. Ela se lembra de que, logo depois do acidente, ainda no hospital, perguntou aos médicos se poderia engravidar. A resposta foi “sim”. Aos poucos, Flávia recuperou sua sensibilidade, o que permitiu que ela voltasse a ter prazer sexual. Namorou várias pessoas, até conhecer o pai de seus filhos. Depois de marcar o casamento, ela descobriu que estava grávida. “Quando eu soube, só conseguia chorar de alegria. Eu me senti a pessoa mais abençoada do mundo. Costumo brincar que foi o melhor acidente da minha vida.” Ao visitar o primeiro ginecologista, Flávia ouviu um sermão e a insinuação de que deveria fazer um aborto: “Ele me disse barbaridades”. Ela desconsiderou as palavras do médico e procurou a ginecologista e obstetra Miriam Waligora, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Miriam lembra que uma de suas primeiras providências foi fazer exames para detectar o exato tipo de lesão medular de sua paciente – dependendo da vértebra afetada, isso determina a sensibilidade e a mobilidade da pessoa. Depois Miriam ensinou Flávia a observar suas secreções, a apalpar o abdome e a perceber os sinais da presença dos bebês. Flávia podia senti-los mexer em sua barriga. Ela também tomou uma medicação anticoagulante para evitar qualquer risco de trombose – mais elevado nos deficientes por falta de movimentação. A ginecologista afirma que o remédio não afeta o desenvolvimento do feto.
Ao aprender a engatinhar, os gêmeos de Flávia escalavam as pernas dela na cadeira de rodas
Flávia diz que não teve os problemas sérios que podem acometer as gestantes cadeirantes, como trombose, infecção urinária, escaras (as feridas na pele causadas pela pressão do corpo imóvel). Além de controlar o aumento de peso, todos os meses ela ia até a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) para calibrar a almofada de sua cadeira. Ao acertar a calibragem, Flávia conseguiu impedir o aparecimento de escaras. Ela também bebia muito água para evitar infecção urinária, muito comum entre as mulheres que vivem sentadas. Passou tão bem que com seis meses de gestação foi sozinha a Buenos Aires numa viagem a trabalho. “Eu me sentia muito protegida e tinha certeza de que meus filhos iriam nascer bem”, afirma. A maternidade também tem trazido belas surpresas a Flávia. Ao aprender a engatinhar, Mateus e Mariana escalaram as pernas da mãe na cadeira de rodas para alcançar seu colo. Ela conta que não sabia se gritava de alegria ou pedia ajuda. Os gêmeos também começaram a andar de forma inusitada: seguravam na barra de ferro atrás da cadeira de rodas e empurravam a mãe. Nunca houve um momento de pânico, em que suas limitações físicas a impediram de acudir as crianças em necessidade? “Como eu conheço muito bem minhas limitações, nunca tive problemas para cuidar dos meus filhos”, afirma Flávia. “Sempre criei soluções antes que os problemas aparecessem.”
Mas será que as grávidas e as mães em cadeiras de rodas não questionam sua própria capacidade de cuidar dos filhos? Elas não estariam sujeitas, em grau muito maior, às aflições e aos pavores que cercam a gravidez e a maternidade? Marcela Cálamo Vaz, de 43 anos, paraplégica e mãe de duas crianças, Ricardo, de 10 anos, e Luís Felipe, de 5, viveu essas incertezas – “Será que vou conseguir trocar fraldas, será que vou conseguir colocá-lo sozinha no berço? E se eu derrubar meu bebê ou ele engasgar, quem virá para socorrê-lo?” – e conseguiu resolvê-las. “Não é fácil ser responsável por outras vidas. Não é fácil ser mãe de dois.” Ela conta que era mais difícil quando seus dois filhos eram pequenos. Às vezes ela tinha de ser rápida para apartar as brigas entre eles. Marcela não tem empregada. Ela dá aulas particulares de matemática e português em casa, faz o almoço das crianças, o lanche deles para a escola, recolhe os brinquedos e ainda lava a louça nos intervalos das aulas particulares.
 QUANDO FIQUEI DEPENDENDO DE CADEIRA, NO INICIO FOI UMA BARRA, MAS COM APOIO DE ALGUNS AMIGOS CONSEGUIR SUPERAR ESSA DEFICIENCIA.
"MAS UMA COISA É CERTA QUANDO VC ESTÁ BEM VC É CERCADA POR AMIGOS, MAS.... NA DOENÇA ESSES AMIGOS TE ESQUECEM, VC FICA SO COM A FAMILIA
AGRADEÇO A MINHA FAMILIA SEM ELES NÃO SABERIA COMO SERIA MINHA VIVA,
DEUS LEVOU MINHA MELHOR AMIGA MAS DEIXOU SUCESSOR.